TERMALISMO:    História    Novo enfoque    Propriedades da água    Tratamentos
AVISOS
interessa-lhe...
ver
ROTAS DE INTERESSE
culturales culturais
gastronómicas gastronómicas
naturaleza naturais
ocio lazer
FORO
entrar
PROGRAMA DE
ACTIVIDADES
ver
CHAT
entrar
ARTÍCULOS DE
OPINIÄO E IMPRENSA
ver
RESENHAS
ver
IMAGENS
ver
VIDEOS
ver
Portada Mapa

Tratamentos


A hidroterapia é a parte da terapéutica física que tem como objectivo o emprego da água como agente terapéutico em qualquer estado físico ou temperatura, utilizando as suas características químicas, mecánicas e térmicas, contribuindo para o alívio e curação de diferentes doenças. Etimologicamente encontramos a origem da palavra nos términos gregos "Hydor" que significa água e "Therapeia" que significa terapia.

Devemos diferenciar a hidroterapia da hidrologia médica ou crenoterapia e da talassoterapia. A hidroterapia utiliza a água de manancial ou poço com características minero-medicinais e a talassoterapia quando a água provem do mar.

Devemos relembrar que todo tratamento termal deve ser sob indicação médica.

Os tratamentos fundamentais que se podem oferecer:

As aplicações de hidroterapia podemos dividi-las pela intensidade do estímulo aplicado ao corpo, em estímulos suaves, de intensidade média e de grande intensidade.

Estímulos suaves: Lavados, fricções, banhos de pés e braços a temperaturas crescentes, banhos de contrastação, jorros frios sobre só uma articulação e envolturas segmentárias.

Estímulos de intensidade média: Banhos de asento ou de médio corpo de temperatura fria, crescente, quentes ou de contrastação, banhos de vapor, sauna e envolturas de corpo inteiro com uma duração média.

Estímulos de grande intensidade: Banho hipertérmico, banho de vapor, banho intestinal, envolturas húmidas de todo o corpo de longa duração e jactos frios ou muito quentes.

As reacções de nosso organismo às aplicações hidroterápicas a diferentes temperaturas são:

Ao nível vascular

Temperatura de 18º C

- Primeira fase: Palidez, erecção do pêlo, sensação de frio, o que vai produzir dor.
- Segunda fase: hiperemia (encandecimento cutâneo), sensação de calor e bem-estar.

Temperatura de 36-38º C

- Só uma fase: Sensação de calor, hiperemia e bem-estar geral.

Temperatura maior de 39º C

- Primeira fase: Palidez, erecção do pêlo, sensação de presão e dor. - Segunda fase : hiperemia, sensação de muito calor que vai diminuindo até uma agradável sensação de bem-estar.


Ao nível do sistema cardio-circulatório a água fria vai diminuir a actividade cardíaca, a frequência e acrescentar a presão arterial, produzindo uma vasoconstrição. A água quente vai produzir um aumento da frequência cardíaca e uma diminuição da presão arterial por causa duma vasodilatação. Dependendo do tipo de aplicação dos banhos completos aumenta a presão venosa, aumentando a quantidade de sangue.

Ao nível do sistema respiratório as aplicações repentinas frias ou quentes produzem uma profunda e duradoura inspiração. As aplicações de água fria de longa duração produzem uma respiração profunda e rápida. As aplicações de água quente de longa duração vão produzir respirações profundas mas mais superficiais.

Em patologia respiratória o que mais ajuda à reeducação da respiração, uma das fases primeiras de qualquer tratamento respiratório, consegue-se com banhos completos que vão facilitar os movimentos espiratórios e dificultar os inspiratórios.

Ao nível hematológico as aplicações de água fria acrescentam os glóbulos vermelhos, a viscosidade e a concentração do sangue e as aplicações de água quente descem o nível de hemoglobina e os leucócitos.

No sistema músculo-esquelético, as aplicações de água fria produzem hipertonia muscular e aumentam a excitabilidade dos nervos melhorando a capacidade de trabalho muscular. Os banhos de água quente de longa duração produzem hipotonia muscular e diminuição da excitabilidade muscular o que se traduz em relaxação da musculatura. Os banhos frios ou quentes diminuem a percepção da dor.

Sobre o sistema nervoso as aplicações de água fria actuam sobre o sistema nervoso simpático. As aplicações de água quente sobre o sistema nervoso parasimpático e as aplicações de água muito quente actuam sobre os dois.

Ao nível do funcionamento orgánico em vísceras ou outros órgãos, as aplicações de água quente acrescentam a motilidade intestinal e a função estomacal, estimulando a secreção biliária, melhorando a função renal e, com isto, aumenta a diurese. As aplicações de água fria diminuem a motilidade intestinal e do tracto digestivo e estimulam a secreção biliar como as quentes. Em aplicações de curta duração (banhos de pés, de asento e de médio corpo) estimulam o esvaziado da bexiga urinária.

As aplicações externas de calor relaxam as fibras musculares, diminuendo os cólicos e a obstipação. As aplicações frias, tanto internas como externas, estão indicadas no caso de intestino preguiçoso, atonia ou flacidez do útero com fortes hemorragias, atonia vascular, etc...

A hidroterapia, ao nível geral, e dependendo do tipo de aplicação, vai produzir com aplicações frias ou muito quentes de curta duração, uma acção estimulante e refrescante. Com banhos mornos ou de temperatura indiferente produzem um efeito sedante e favorecedor do sono, com banhos muito quentes de longa duração criam uma sensação de intranquilidade e insónia, sobretudo se se aplicam de noite.