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Via da Prata


Baños de Montemayor, situado num tracto da Via da Prata romana, é ponto de partida de numerosas excursões. Rotas, natureza, monumentos, gastronomia e artesanato, são algumas das numerosas coisas atractivas que oferece a região extremenha.


Os testemunhos mais antigos que se conservam neste município datam da época romana, e têm relacão com a existência duma fonte de águas termais e da estrada romana. Desta última conservam-se dois grandes tractos situados nas entradas Norte e Sul da povoação.
O pavimento empedrado do Norte, com quase dois quiilómetros de percorrido, foi objecto duma restauração em 1973. Neste tracto, onde começa a subida para superar o porto, se podem ver dois exemplos de somidouro. Perto do tracto Sul, a médio quilómetro da povoação, conserva-se uma pequena ponte de fabricação romana, chamado do Cubo, que possui um único arco de 3,50 metros de luz e está muito reformado.

Durante a Idade Média, a Via da Prata perdeu importância económica e, após a reconquista, o seu traçado serveu para marcar a fronteira entre os reinos cristões de Castilha e León. Depois, também se utilizou para limitar as jurisdições eclesiásticas das dióceses de Coria e de Plasencia. Deste modo, Baños converte-se numa povoação fronteriça, criando-se dois núcleos de povoação nomeadamente unidos no que respeita à sua realidade física, mas diferenciados administrativamente. Cada bairro pertencia a reinos diferentes, a dióceses diferentes (pelo que há dois templos parroquiais) e diferentes senhores feudais.

Estrada Romana

Esta via natural de comunicação tem uma origem remota. Como itinerário romano, extendia-se entre Mérida (Emerita Augusta) e Astorga (Artúrica Augusta), e foi objecto de estudo desde o século XVIII até o presente, devido à sua relevância histórica e cultural.

As distâncias, em milhas romanas, iam-se marcando com postes de pedra: 'miliários' e ao final de cada jornada de viagem existia uma 'mansio' ou parador onde descansar. Baños de Montemayor podria ter relação com a localização duma destas mansio: Caelionico ou Caecilio Vico.

A estrada atravessava a povoação de Norte a Sul, conservando-se dois tractos nas saídas N e S da vila. Associadas ao caminho existem somidouros e pontes, como o chamado do Cubo. Durante a Idade Média toma fama de caminho de peregrinação, constituindo a rota xacobea do Sul. Aliás, serveu de caminho de trasumância, coincidindo em grande parte do seu traçado com a canhada ganadeira Vizana.

Centro de Interpretação Geral da Via da Prata

O Centro fica numa vivenda tradicional da Calle del Castañar (Rua do Castanhar), reabilitada e condicionada para este uso, no marco do projecto "Alba Plata" e foi aberto em Maio de 2001. Oferece a possibilidade de conhecer a origem e a história deste antigo caminho ao seu passo pela região, mediante uma explicação rigorosa e amena.

Tudo isto se oferece em diferentes suportes: panéis explicativos; monitores com fotografias dinámicas; projeição dum audiovisual; quatro pantalhas interactivas onde poder fazer uma visita virtual ao longe do caminho e um posto interactivo onde se podem ver fotografias de 360º.